Oh, mestre o mar se revolta…Que leva o Senhor Rei dos Céus e mar…Sossegai…
Era este o Hino Cristão que mais amava quando criança. Adorava cantar, pois parecia estar em um mar revolto. Numa Aventura. Nesta época não havia crises. Havia aventura. E o Deus, o Rei dos Céus e do mar, O Deus que eu adorava, nos salvaria. Ficava no culto pensando, imaginando, como seria este Deus. Alguns textos bíblicos nos dizem que alguns homens de Deus o Viram face a face. Moisés foi um deles. Comecei então, há alguns anos, tentar vê-lo. Descobri algo maravilhoso:
Eu posso ver Jesus em você. Quando eu tiver sede e me deres de beber. Quando tiver fome e me deres de comer, quando estiver doente e me visitares, quando estiver nu e me vestires. Aliás, para completar a boa noticia, Deus é tão misericordioso comigo que você até pode ver Jesus em mim, se eu permitir.
Mas minha sede de Jesus é muito maior que imaginas. Descobri então que posso através de um processo de santificação, que vem do alto, vem de Deus, é obra do Espírito Santo em minha vida, me relacionar com Ele a ponto de a partir daí, vê-lo como Ele é. Como posso fazer isso?Começo a conhecê-lo a partir do momento que me relaciono com Ele como pai, amigo e salvador. Alguém muito próximo. Agora não mais, e apenas, como Rei e poderoso da terra e do mar, mas como meu salvador, pai e amigo. Faço isto através da oração e do conhecer de sua Palavra. Entretanto, sei, ainda, que só verei o seu rosto quando estiver com Ele nos céu. Não sei se tens está sede, essa vontade, essa fé, essa esperança. Eu tenho muita sede.Quando meu pai faleceu, há 04 anos atrás. Passamos logo depois, toda a igreja, num final de semana de despertamento espiritual. Foi um final de semana maravilhoso. Numa das contemplações que passamos naquele local, e para mim a mais marcante, aquela que entravamos em um salão e lá, para nossa surpresa, encontramos algo parecido com o céu. Aliás, uma representação muito linda. Meu garoto mais novo, Hugo, fazia papel de anjinho. Tínhamos que em fila. E aqui faço uma observação: “que bom ter fila para entrar no céu”, passar por uma ponte, sob o rio, e éramos recebidos com um abraço maravilhoso. Era uma representação teatral de nossa esperança e fé. Ao ver, ainda na fila, a cena do nosso pastor dando um belo abraço nos irmãos na minha frente quando eles passavam para o outro lado daquela ponte, comecei a imaginar o abraço que Deus tinha dado em meu pai. Quase não consegui mais andar na fila. Queria somente ficar olhando.Meu pai vivia em São Paulo. Eu o visitava algumas vezes por ano. Todas às vezes, as despedidas eram feitas com um abraço bem apertado. Na última vez, foram dois abraços. Dei-lhe um abraço e subi ao ônibus. Como o ônibus não partia. Desci correndo e o abracei novamente. Foi meu último abraço com ele. Aliás, foram dois, o meu último abraço, recebido de meu amado pai. Sabe como vejo isso? Vejo principalmente como um presente de Deus. Nunca mais vi meu pai vivo. Mas aqueles abraços são inesquecíveis. Deus me deu de presente um momento único. Um momento de dois abraços. Em contra-partida deu ao meu pai, nos céus um abraço eterno. Vi naquela contemplação o que precisava ver. Que Deus também deu um presente para o meu pai, o seu próprio abraço. Sei que num lindo dia estarei abraçado pelo Pai.Creia, O Senhor de todos os abraços, estará te aguardando, na porta dos céus, para um dia te dar abraço forte, amoroso e eterno. Obrigado por seu abraço, Pai.** Do livro Agora Entendo o Beija-Flor**** Todos os direitos reservados **