Vencendo o Gigante da Amargura

Dentre os gigantes que enfrentamos na vida, existe um que pode nos atingir de uma forma extremamente dolorosa. Os problemas decorrentes de acidentes, enfermidades físicas ou da psique, em nossa própria vida ou na vida de pessoas que amamos com certeza nos atingem e nos fazem sofrer. Mas as dores que atingem a cada um de nós de modo mais cruel e mais profundo são aquelas causadas por determinadas pessoas. A amargura agasalhada no coração ferido pode e transformar num verdadeiro gigante, combatendo contra nós. O fato é que os relacionamentos pessoais são a maior benção e a maior alegria de nossas vidas, mas pessoas também podem ser a nossa maior fonte de estresse. As pessoas nos ferem, algumas vezes propositalmente, intencionalmente; outras vezes acidentalmente, sem querer. O que agrava a situação é que comumente, nossa reação diante dessas ofensas é errada. Antes de considerarmos o que fazer para vencer esse Gigante da Amargura, vamos destacar o que precisamos evitar quando pessoas nos causam dor e sofrimento: 1º Você não deve IGNORAR a amargura. Ignorar a amargura, fazer de conta que o problema não existe ou ficar torcendo para tudo passar logo, não vai resolver o problema. Existem algumas maneiras equivocadas de agirmos em relação a nossa dor: a) Negação do problema; b) Minimizando a dor; c) Adiando tomar decisões – procrastinando. Nós sempre procuramos adiar aquilo que é desagradável. “Enquanto me calei: resignado, e me contive inutilmente, minha angútia aumentou; meu coração ardia no peito e, enquanto eu meditava, o fogo aumentava” (Salmos 32.2-3). 2º Você deve FUGIR do confronto com o problema. Tem gente que faz de tudo para evitar o confronto com os problemas. David tentou isso também. Salmos 55.6: “Quem dera eu tivesse asas como a pomba; voaria até encontrar repouso”. Assim é a natureza humana. Quando encaramos uma dificuldade, nós fugimos dela. 3º Você não deve ENCOBRIR suas mágoas e angútias. Alguns de nós não fogem, nem ignoram as mágoas, mas procuram encobri-las. Guardam para si próprios, não contam para ninguém mais. “Enquanto me calei, minha angútia aumentou o dia todo” (Salmos 39.2) Encobrir uma mágoa, só serve para intensificá-la. 4º Você não deve ANGUSTIAR-SE. “Ficar angustiado com ressentimento seria uma estupidez sem sentido” (Jó 5.2). – Angútia é uma tentativa de controlar o incontrolável. Quando você tenta controlar algo sobre o que você não tem controle, você passa a se sentir ansioso, angustiado. 5º Você não deve RESSENTIR-SE. Ressentimento é algo inútil. Mas, é isso que sentimos quando somos ofendidos. “Ah, você quer se dilacerar de ira”(Jó 18.4). Ressentimento é bem mais prejudicial do que qualquer outra ofensa que possamos sofrer. Ela nos corrói interiormente. O ressentimento perpétua a nossa mágoa. Toda vez que você relembra da ofensa, o sofrimento se prolonga. O que é necessário, então, para curar a nossa dor e derrotar esse gigante? Precisamos entender o que Deus orienta fazer com a amargura. No Salmos 23.5 o cenário muda do campo para o jantar. Davi usa a imagem de um banquete e nos dá três ilustrações ou símbolos que representam três passos que precisamos dar para permitir que Deus cure a nossa ferida. “Preparas um banquete para mim na presença dos meus inimigos. Tu me honras ungindo minha cabeça com óleo e fazendo meu cálice transbordar”. Sobre isso trataremos na próxima devocional. Deus vos abençoe. Pr. Edimar Guimaraes Pereira