“Pois incontáveis problemas me cercam, as minhas culpas me alcançaram e já não consigo ver. Mais numerosos são que os cabelos da minha cabeça, e o meu coração perdeu o ânimo” (Salmos 38.12). Há uma “brincadeira” que fazem no escritório com um dos colegas e que considero assédio moral. Qualquer problema que aconteça, mesmo que ele não tenha nada a ver, as pessoas dizem brincando: “A culpa é dele”. Ele responde com um sorriso: “Pode deixar, eu assumo tudo. A culpa é minha”. Em uma conversa ele me desabafou que aquilo está começando a afetá-lo e dói no coração. Durante toda a vida ele não teve problemas com assumir responsabilidades ou de dizer “a culpa é minha, me perdoe” quando algo dá errado, mas percebeu que, por mais que se esforce as coisas tem dado errado na vida dele há muito tempo no trabalho, nos estudos, na família, nas finanças e em muitas outras áreas. Ele apenas aparenta estar bem e equilibrado. Ele contou uma das coisas que o vice-presidente do Brasil disse em uma entrevista que o fez pensar muito: Em 1946, José de Alencar deixou a casa paterna, indo para Muriaé trabalhar como balconista em uma loja de tecidos. Na partida, ouviu um conselho do pai: “Meu filho, o importante na vida é poder voltar”. Desse conselho aquele homem nunca mais se esqueceu e nem o meu colega. “Meus amigos e companheiros me evitam por causa da doença que me aflige; ficam longe de mim os meus vizinhos” (Salmos 38.11). Quando os problemas chegaram para qualquer um de nós, a primeira coisa que percebemos é que os amigos se afastam. Aquele rapaz me disse com olhos marejados: “Hoje eu reconheço, Freitas. Não tenho para onde voltar e isso dói muito mesmo”. Aquele rapaz me disse que pediu perdão a todos a quem ele ofendeu, mas a culpa ainda o persegue. Isso acontece com você? Os problemas e as culpas são tão grandes que já não consegue ver uma saída? Os problemas são tantos que não pode contar? Seu travesseiro se enche de lágrimas todas as noites? O peso da culpa é insuportável? Assume até aquilo que não tem nada a ver com você? As pessoas jogam o erro em sua face, mesmo depois de pedir perdão? Dentro de si está tudo em frangalhos e apenas mantém as aparências? Não tem para onde voltar? Há duas maneiras de lidarmos com a culpa. Tentar esconder não funciona. Há a segunda. Em Jesus temos alguém que sofreu por nossas culpas e levou nossa carga, nosso fardo. Ele sabe o que você está passando agora. Ele sofreu sem dizer palavra alguma, sem ter qualquer culpa. Por isso tem condições de dizer: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mateus 11.28). Ele faz o convite: “Voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto. Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor” (Joel 2.12-13) Você pode se engajar em um relacionamento com Cristo que permitirá participar de um processo de crescimento na fé. Quando a culpa aparecer novamente, poderá confessá-la diretamente a Deus. Claro que o fato de ter um relacionamento com Jesus não nos torna perfeitos, pois estamos sempre sujeitos a errar, a pecar. Contudo, esse relacionamento nos traz a verdade de que estamos livres da condenação de uma consciência cheia de culpa que controla nossas emoções. Ao andarmos com Jesus, Ele nos livra da culpa. A confiança em Deus é a única resposta que nos livra da condenação. Você tem para onde voltar, sua culpa foi apagada por Cristo na cruz. Volte-se para ele. Você não precisa carregar a culpa de seu pecado. Entregue a multidão de seus problemas a Cristo. Ele dará alívio. No amor de Cristo.