“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (II Cor 1.8). “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (II Cor 4.8-9). Era uma vez, em uma terra antes que existissem os carros ou as máquinas modernas – um tempo em que cavalos, carroças e carruagens eram comuns nas estradas empoeiradas – havia um ferreiro que tinha uma grande, pesada e desgastada bigorna. Um dia um garoto que nunca havia saído de sua fazenda veio à cidade com seu pai pela primeira vez. Tudo era novo e diferente. Enquanto caminhava com o seu pai pela rua principal ele ouviu um alto som: clang… clang. Perguntou ao pai: “O que é isso?”. Seu pai respondeu: “Venha, vou mostrar”. Ele levou o filho à oficina do ferreiro e lá o garoto viu um homem grande, forte, levantando um enorme e pesado martelo. O homem levantava o martelo e batia em um pedaço de ferro vermelho e brilhane em cima da bigorna. Ele batia na bigorna com tanta força que cada vez o garoto piscava os olhos. O pai explicou que aquele era o ferreiro que fazia todos os tipos de peças de metal para carroças, carruagens, além de pregos, ferramentas e ferraduras. Mas o garoto estava fixo em uma coisa: o grande e pesado martelo e a enorme bigorna. Eles se encontravam com um som tão alto e uma força tal que ele pensou que essa bigorna não duraria muito. O grande e forte ferreiro fez uma pausa por um momento para recuperar o fôlego e viu o garoto parado na porta. “Você não vai quebrar essa coisa?” o menino perguntou, apontando para a bigorna. Mas o ferreiro sorriu e disse: “Essa bigorna tem cem anos e já quebrou muitos martelos”. Os problemas não são novidades para o povo de Deus. A Bíblia está cheia de histórias de pessoas em problemas. Daniel foi jogado na cova dos leões. Seus amigos foram jogados na fornalha ardente. José foi jogado na prisão. Paulo sofreu naufrágio e levou uma surra com chicote. Pedro foi para a prisão. João foi exilado em Patmos. Tiago teve a cabeça cortada. Davi fugiu de Saul. Sansão teve os olhos queimados. “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas” (Salmos 34.19) Clyde Gordon, que ficou paralisado do pescoço para baixo editou uma revista chamada “The Triumph” (O Triunfo). Ali ele disse: “Cristo não é segurança contra tempestades, mas ele é a segurança nas tempestades. Ele não promete uma viagem fácil, mas garante um pouso seguro”. Paulo fala de uma dificuldade tão grande que ele chegou até a desesperar da vida, mas em seguida ele faz uma declaração de esperança quando diz que em todas essas dificuldades, ele não ficou angustiado, desanimado, desamparado ou foi destruído. Não há respostas para todas as perguntas, mas às vezes os problemas vêm para que sejamos dirigidos para o caminho certo (Provérbios 20.30), para que sejamos provados em nossa fé (Tiago 1.2-3), corrigidos em nossos erros (Salmos 119.71), para que nos conectemos a Deus quando nos afastamos dele, para nos proteger do mal (Genesis 50.20), para nos aperfeiçoar (Romanos 5.3-4), para nos levar a algo mais profundo dentro da vontade de Deus (Filipenses 1.12). Deus está fazendo algo nossas vidas, mesmo quando não reconhecemos ou entendemos. Mas Ele está na dificuldade conosco. Ele nos chama para andarmos sobre as águas e não ficarmos no barco. Precisamos manter os olhos fixos em Deus durante as tempestades da vida para que elas não nos afundem. Como a bigorna, somos submetidos todos os dias dificuldades, dores, problemas, mas quando temos a certeza e a esperança de Cristo, essas dificuldades não são pareo para a força da presença de Cristo, de sua promessa de Salvação, da certeza da esperança. Os martelos são quebrados (passamos pelas dificuldades) e continuamos sem sermos destruídos. “Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tiago 1.12) Oração: Querido Pai, sei que as dificuldades acontecerão, mas fortalece-me e dá-me o consolo de tua presença. Que eu reconheça sempre a tua direção e tenha confiança e esperança em ti na certeza de que não serei destruído e de que estás fazendo algo bom.