Maternidade no Céu

Esta mensagem ficará publicada na página principal do site até o dia 11/04/2011.

Li recentemente um texto que dizia que enquanto nós carregamos caixões os anjos carregam santos. Ontem foi um dia que os anjos colocaram em seus braços muitos brasileirinhos. Como numa maternidade sem médicos, crianças chegaram no céu e foram recebidos em festa. Nossos olhos cheios de lágrimas e nosso coração em pranto fitam para o terror, o horror, o sangue, a dor e medo. Um cemitério de gente que nunca deveria morrer. Nos rostos as marcas de tanto sofrimento. Em nossas faces lágrimas, pois somos pais, tios, amigos, gente que tem saudade e que vive intensamente o amor que fica.

Na Escola em Realengo sangue, lágrimas, choro, medo e terror fizeram parte da maior tragédia numa escola no Brasil. Emoção e razão se confundem, pois ontem, na maternidade no céu, foram recebidas, muitas crianças carinhosas, amigas, ternas, cheias de sonhos, sorridentes, estudiosas, lindos do Pai.

Pais clamam, choram, não conseguem andar, ficar de pé.

Dia trágico, terrível!

Um dia para não se esquecer.

Estamos chorando com vocês. Nunca esqueceremos de Karine, Rafael, Milena, Mariana, Larissa, Bianca, Luiza, Laryssa, Géssica, Samira, Ana Carolina e Igor. Em lápides frias seus nomes foram escritos. Porém na maternidade do céu seus nomes foram gravados por anjos.

Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós. Muitas vezes ficamos aflitos, mas não somos derrotados. Algumas vezes ficamos em dúvida, mas nunca ficamos desesperados. Temos muitos inimigos, mas nunca nos falta um amigo. Às vezes somos gravemente feridos, mas não somos destruídos. Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus para que também a vida dele seja vista no nosso corpo. Por isso, nunca ficamos desanimados. Mesmo que nosso corpo vá se gastando, o nosso espiríto vai se renovando dia a dia. Essa pequena aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre” (2 Coríntios 4.7-10; 16-18).

Que nossos olhos vejam com os olhos de Deus. Amém!

Deus, meu Pai, precisamos de CONSOLO!