Encoste em Jesus

Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (Hebreus 11.26 – NVI).

C. S. Lewis escreveu uma carta à Sheldon Vanauken a quem dizia a seguinte frase: “É um dever cristão, como você sabe, que todos sejam tão felizes quanto possível”. Nestes dias assistimos com o coração apertado, espelho de uma alma condoída, a morte de dezenas de jovens que se divertiam num trio elétrico numa cidade mineira chamada Bandeira do Sul. Um cabo de energia elétrica pode ter causado a tragédia. Um dos mortos no acidente foi Admir, que num ato de coragem tentou salvar dois jovens, mas quando foi encostar neles recebeu uma descarga mortal.

Quantas lágrimas naquela pequena cidade. A alegria de um momento para o outro transformou vida em morte. Isso acontece diariamente. Então como podemos, sendo cristãos, ser felizes quanto possível? Há outras indagações: Será que tens gastado tempo em soluções passageiras e em riquezas deste mundo hostil e perigoso? Qual a sua maior riqueza? Tens seu coração voltado ao desperdício da carne e a entrega ao prazer de viver alguns dias longe de Deus? A beleza da juventude que um dia acaba é o seu maior tesouro? Ou seu maior tesouro é a liberdade de encostar sua vida perigosamente, mesmo com boas intenções, mesmo que em dias de festa, nas portas da morte?

A Palavra de Deus afirma que a felicidade estar em amar a Deus. A felicidade mora no encostar de Deus. Em tocar nas vestes de Jesus. Precisamos entender que somente seremos confortados, santificados, consolados e transformados se tocarmos em suas vestes. Se desejarmos de todo nosso coração levantar a bandeira do Cristo que viveu, morreu e ressuscitou por amor a mim e a você. Para sermos felizes, quanto possível, apesar das tragédias, das adversidades, da morte que espreita e nos invade nos dias mais felizes é preciso conhecer a Deus e o seu filho amado Jesus. Conhecer a amar seu sacrifício. Nossos olhos devem estar voltados à nossa maior riqueza; o vitupério, a desonra de Cristo. “Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa.”. Moísés, que era príncipe no Egito, filho da filha do Faraó, que era senhor da alegria e de festas, que vivia no palácio do rei, que encostava seu corpo e alma nos prazeres do Egito, preferiu deixar toda essa pretensa riqueza para trás, pois tinha como maior riqueza os ultrajes, as ofensas, os insultos que Jesus sofreu por amor a ele. O opróbrio de Cristo era sua maior riqueza. O sacrifício de Jesus era mais valioso que as riquezas do Egito.

Onde está o seu coração? Tens passado por dias difíceis e cruéis? Andas sem destino, levado por ondas de amargura e o choro invade sua alma desde o amanhecer? Desista de tentar ser feliz Entregue sua vida a Cristo. Chegue perto dele. Se alegre e dance na sua presença. Encoste-se em Jesus. Toque em suas vestes e sejas curado de toda dor. “E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera. Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal” (Marcos 5.30-34).

Não encoste sua alma e seu corpo no que vês. Encoste e entregue sua vida por inteiro a Jesus de Nazaré e sê curado de seu mal.